quarta-feira, 21 de julho de 2010

Porque eu amo o Rio de Janeiro

Ontem assistindo o programa "A Liga", da Rede Bandeirantes, realizei alguns pontos do que sempre ouvi de meus amigos e não dava ouvidos: morar em São Paulo é caótico. Se levarmos em conta que o trânsito está presente em 80% da semana de uma pessoa comum, realmente isso é algo pra se preocupar.

Uma pessoa que gasta três horas pra voltar do trabalho pra casa vive só pra trabalhar. Sem contar o tamanho da cidade, que às vezes pra se deslocar dentro da mesma, se gasta quase 4 horas!

É claro, o Rio de Janeiro também tem sua hora do rush, mas não chega aos pés da Maior Cidade da América Latina. Dentro da cidade, os deslocamentos não ultrapassam 2 horas, num dia sem chuva e sem acidentes nas estradas. O transporte público ainda é falho, mas o trânsito irrita menos.

Sem contar que uma viagem de ônibus (dependendo da linha) da Central à Copacabana ainda nos possibilita ver a estonteante imagem do Pão de Açúcar e a bela estátua do Cristo Redentor (de longe, óbvio), uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Isso, porque só estou falando de trânsito. A cidade é mesmo Maravilhosa!

Eu amo o Rio porque mesmo com todo o problema da criminalidade, vale à pena acordar, olhar pro céu e dizer: "eu sou carioca"!

Do amor de mãe

Do amor de mãe não há muito a se falar.
É lindo, generoso, puro, violento, forte, não tem medidas quando o que está em jogo é a felicidade de sua cria. O amor de mãe é aquele que não se compara ao amor carnal; ele protege e não quer ser protefido, ele é unilateral, ele não é vaidoso, não enxerga o que os olhos da maldade veem, ele é de graça e sem ambições.
Há pessoas que não têm a noção da felicidade completa que é ter uma mãe.
Essas pessoas não são infelizes, mas não são plenas. O amor de mãe preenche, lota e não se esgota.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O tempo

Quanto tempo sem escrever aqui. Muito tempo mesmo! Como este não é um espaço pra falar sobre detalhes da minha vida, não o farei. Estas informações estão presentes no meu Twitter, com uma barrinha à direita desse post.

Acontece que mesmo não falando sobre detalhes meus, este blog é um espaço que falo sobre experiências, pensamentos e sentimentos que pertencem a mim. Só posso transmitir a verdade quando me relaciono com essa verdade.

E quando falo de verdade, penso muito em Deus. É Ele quem nos conduz a verdade, quem sabe de todas as coisas mesmo que nós, humanos, não compreendamos. E é tão complicado quando a gente não entende, né? Enfim, sou feliz e vou deixando a vida me levar.

Vamos retomar as atividades dessa budega aqui. Saudações. ;)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Os sentimentos

É incrível como a vida nos proporciona momentos em que não adianta com quem estamos, eles serão somente nossos. Não adianta estar cercado de gente que você gosta, de gente com quem você se sente protegido, que eles estarão lá: os momentos individuais.

Você está profundamente triste, acontece dificuldades na sua vida, e você não consegue resolver. A única coisa que vem na sua cabeça é a vontade de chorar. Não adianta.
Você pode estar abraçado a um policial, ou a sua mãe, ou com o grande amor da sua vida: suas lágrimas vão rolar, vai doer da mesma forma e você não conseguirá impedir isso. Suas lágrimas são só suas e de mais ninguém. Não existe essa de dividir a dor. A dor é única, pessoal e intransferível. Ela é só sua. Você pode encontrar alguém que sofra junto contigo. Agora sofrer por você, ou sofrer 50% da tua dor, pra te ajudar, infelizmente não rola.
Você precisa estar forte, preparado, porque a dor é pesada, não perdoa, deixa marcas e uma hora ou outra, vai te encontrar.
Todas as pessoas têm problemas pra resolver, ou solucionar, e a sensação de que não existe nada pendente logo passa e é substituída por algo chato que acabamos lembrando ou que acaba acontecendo.
É, por falar em lembrança, esse é um momento só seu também.

Não adianta. Você pode estar no meio da final entre Brasil e Alemanha, no Maracanã lotado, que se for pego por alguma lembrança, ela será só sua.
Você pode compartilhar a memória com outras pessoas. Mas ela continuará sendo inteiramente tua. E se as lembranças não forem boas, te prepara. Você vai se sentir estranho, mal, vai querer parar de lembrar, mas isso será um fio solto num casaco de lã. Quanto mais você não quiser lembrar, mais acabará lembrando. E as pessoas ao seu redor não se sentirão como você. Porque aquela determinada lembrança não tem pra você a mesma importância que tem pros outros. Ela é todinha tua, da forma como tu sentes.

Se você não gosta dessa idéia de ter sensações sozinho, então é bom nem procurar ficar doente. É uma coisa que você não pode dividir com ninguém. Você pode estar com febre e ter 20 pessoas à sua volta com febre também, que os teus sintomas serão horríveis. Aquilo é só teu, não adianta. Cabe a você buscar a sua recuperação. O apoio alheio é fundamental, mas só você tem o alívio quando está curado. A sua felicidade não tem preço, se comparada a dos que te queriam bem e sadio. Você pode compartilhar as experiências, os momentos, os fatos.
As sensações, infelizmente não.
Nossa, essa vida solitária me dá medo às vezes.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Perder

A perda é uma das coisas mais naturais que podem vir a nos acontecer. Geralmente, não vem acompanhada de felicidade. Na verdade, é sempre o oposto da alegria. Nós perdemos ou deixamos de ganhar algo (ou alguém estimado) e nunca ficamos contentes imediatamente. Talvez nunca mesmo.

Se relacionada às palavras vitória, meta, busca, a perda é inevitável em vários momentos e deve ser aceitada e tomada como uma coisa comum. Nunca estamos prontos para perder, sempre temos a ambição da conquista. Mas infelizmente tombos acontecem. Os maiores inventores da história já perderam bastante tempo com suas criações e muitas vezes não conseguiram atingir suas metas.

A derrota é necessária para que se sinta a importância e o valor da vitória. Quem nunca perdeu na vida, nunca saberá o quanto é sofrido conquistar algo. E não existe pessoa que viva perdendo. Há sempre o momento de vencer, desde que haja perseverança. Vá lá, ou vai dizer que você nunca ganhou nada nadinha na vida? Atenção, saiba interpretar as coisas como vitórias também, não basta apenas reclamar. Um emprego, uma promoção, uma prova difícil, um sorteio, um bingo na igreja, uma rifa, um elogio, sucesso numa paquera desejada... Há várias e várias coisas que conquistamos todos os dias e só não damos valor porque estamos ocupados sempre querendo o mais difícil. Tudo bem, essa é uma condição inerente ao Ser Humano, mas saiba enxergar as coisas que já possui também.

A perda é sim necessária e ela acontece pra todo mundo, isso é um fato. Ainda mais se a associarmos a um fator sobre o qual não temos poder e que faz parte da existência de qualquer um: a morte. Quem nunca perdeu um familiar, se prepare porque um dia irá perder. Não, não vou romantizar o assunto, porque minha visão sobre as coisas não se dá de maneira romântica, aliás, a vida não é romântica (é lógico que não é por isso que não devamos sonhar).

A perda de uma pessoa querida deve doer muito. Digo "deve doer" porque ainda não fui submetido a essa experiência, e é claro que não estou preparado para passar por isso. Na verdade, nós nunca estamos. Mesmo se a pessoa que morre é uma pessoa que já vivia doente, aceitar que aquela vida não existe mais entre nós é quase impossível. É como se estivessem arrancando um órgão nosso.

Perder alguém que nos é tirado de uma forma injusta é horrível, mas é a vida. Repleta de perdas, mas também repleta de ganhos. Ou vai me dizer que não é maravilhoso quando nasce um bebê lindo ou quando você conhece uma pessoa adorável? Continuemos, então, as apostas, porque no jogo da vida tudo é possível.

Transformações

Tô muito afim de falar de transformação. Todo mundo passa por alguma na vida, seja a biológica, seja a psicológica. Acredito que a todo momento estamos nos transformando. Até mesmo aquela senhora casada há 25 anos, que tem uma rotina dramática com o marido e filhos. Ela também passa por transformações, mesmo que não as cumpra.

É nesse ponto que queria tocar. As transformações nos são impostas a todo tempo, porém muitas vezes não a percebemos. Ou até temos chance de mudar, mas não queremos. A negação à mudança natural é um recuo. Não apenas deixamos de mudar, como acabamos regredindo um passo e voltando uma etapa superimportante de nossas vidas: o amadurecimento.
Toda transformação traz um amadurecimento que nos é necessário para enfrentar novos desafios, ou até os antigos, de forma nova. Li uma vez a frase: "Não existe um novo caminho; o que existe é uma nova forma de caminhar."

Nenhuma mudança é absoluta e totalmente nova. É tudo transformação de um ponto que já existiu em algum momento. É o ciclo natural da vida. Basta que estejamos abertos a essa etapa, a de nos recriar e abrir os olhos de uma forma diferente. Se te falta algo, com certeza, é porque te falta um olhar diferente sobre todas as coisas. Às vezes determinado objeto só não chega às nossas mãos, porque estamos abrindo-as na direção diferente.

Me encontro em uma puta fase de transformação, bem no meio dela, e eu percebo. Só que é muito doloroso. Mudança sempre é. Passamos a nos acostumar com ares novos, temperatura nova e moldes novos. Quando temos um lápis que vai ficando com a ponta gasta, vamos vendo que a escrita dele já não é tão clara, embora saibamos que ele tem todo o potencial. Então vamos lá e apontamos o lápis. A escrita se renova, parece mais nítida e bela, com o mesmo tubo de grafite! Para apontar o lápis há um sofrimento, há perda de sua matéria-prima.

É assim com a gente. Toda vez que mudamos, precisamos deixar algo para trás. Velhos hábitos, velhas rotinas, velhos pensamentos, e infelizmente às vezes algumas pessoas também precisam ficar para trás. Não acredito que devamos mudar nossos sonhos, aliás, pelo contrário: as mudanças devem ser em busca dos nossos sonhos, mesmo que este sonho seja simplesmente ser feliz (o que na verdade nem é tão simples assim!).

É importante estabelecer diretrizes e avançar avidamente em busca delas. Caminhar e não cessar. Caminhar com sapato novo, solado novo, sempre buscando trocar, para não cansar. É é isso que quero pra mim hoje: andar.

A dor em mim está muito grande, mas estou aprendendo. Tenho certeza que sim. É o momento que mais me sinto aprendendo. Que no futuro eu saiba utilizar esta minha vivência de hoje em busca de algo bom, ou pra ajudar alguém.
Mudar significa evoluir. É esse o sentido da vida.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Amizade

Então, hoje eu estava lendo algumas coisas antigas minhas, como Fotologs e Blogs do tempo em que minha vida era só depressão (rs), daí achei um texto interessante que eu mesmo escrevi e publiquei no ano passado. Vou postar agora, e daqui a pouco posto mais coisas. Hoje acordei com vontade disso. E como não há limite de postagens aqui, irei abusar. Leiam e reflitam. Ou apenas leiam. =)


“Eita, só eu mesmo pra vir aqui falar de uma coisa tão complexa, tão difícil e ao mesmo tempo tão bonita, tão tenra, tão terna.


Amigos são aquelas pessoas que você tem o maior orgulho em apresentar pros seus pais, pros seus relacionamentos afetuosos e até mesmo pra outros amigos. São aquelas pessoas que te ligam cobrando sua presença, que ligam pra chorar pra você (e acredite, só farão isso pra você), pra conversar, ou só pra ouvir sua voz e rir de baboseiras. São pessoas que adoram sua companhia, que inventam festas, baladas, e "sessão cinema em casa" só pra estar sempre perto de você. São pessoas de riso fácil, de confiança, pessoas que te ouvem mesmo que não tenham nenhuma palavra de conforto.

São pessoas pra quem você pode contar todos os seus problemas, pra quem você pode ser você mesmo, pra quem você pode arrotar, pra quem você pode aparecer com remelas, desgrenhado ao acordar. São pessoas que não te pedem favores, são pessoas que te pedem coisas porque sabem que contam contigo. São pessoas que não gostam de algumas outras pessoas com quem você se diverte simplesmente por ciúmes. Pessoas que se tivessem tesão por você até casariam contigo.

Gente que critica o seu gosto musical sem ter medo de parecer ignorante, gente que repara quando você comprou roupa nova, gente que não pede pra usar o banheiro da sua casa, gente que fala mal do seu novo corte de cabelo, gente que talvez nem tenha a intimidade de te abraçar, mas tem a intimidade de criar novos apelidos pra você a cada encontro.

Gente com quem você brigará diversas vezes. Gente que te decepcionará algumas vezes, mas que te fará feliz várias outras. Gente sem noção, que não percebe se incomoda, mas que ama muito poder compartilhar de momentos com você.

Gente pra toda a vida, por quem você daria até a sua.
Me orgulho muito dos amigos que tenho. São meus e eu sou deles. Deus quis assim e eu O agradeço."
(Postado no blog "• Minhα própriα lυz •*", em 5 de julho de 2008).